terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Este ano...


O Natal parecia tão longe, parecia que ainda faltavam meses.
Afinal já veio... E já se foi...
E nunca tal me aconteceu.
Nunca tive tão pouca vontade de festejar o Natal.
Nunca (desde que sei escrever) deixei de mandar postais de Natal para toda a família.
Nunca deixei de enviar sms queridas e mails animadores.
Nunca me senti tão «anti Natal» como este Ano.
Farta de um Natal material.
Ou será farta das pessoas que assim o tornaram?
Ou será que cresci de vez?
Natal pautado por poucos sorrisos e muito trabalho.
Mais medo de «falhar», que desejo de ser sómente um Natal feliz.

Não sei.

Não sei mesmo o porquê.

Resta-me esperar que para o Ano tudo volte.

A alegria e a vontade.
Os sorrisos e o enternecimento.

Poderá ser uma fase.

Se for isto que é «crescer»
Juro que não o quero...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Crescimento...

2006




2010



Ainda me lembro (foi também só há 4 anos:P) de quando estava grávida me dizerem que «aproveitasse que ela crescia num instante».
Na altura não acreditei. Aqueles 9 meses pareciam-me 9 anos, como iria ela crescer depressa???? E, num instante, aqui estou eu. Ela com 4 anos, já muito independente, uma companheira, uma amiga, uma criança maravilhosa.

Hoje mais uma «etapa» foi vencida. Ela foi na sua primeira «visita de estudo». E ia tão alegre, tão independente, tão crescida... Que fiquei, de repente, com saudades do tempo em que ela era pequenina, em que dependia de mim para tudo, em que...

Acho que criar um filho é a «missão» mais linda... E a mais difícil. Há que educá-los, amá-los e depois... O mais difícil... Dar-lhes asas para voarem para longe de nós...

É bom saber que consegui ensiná-la a crescer... A ser independente... A aproveitar o facto de estar com novas pessoas e conhecer novos locais. E que diz «mamã, não te preocupes, que eu depois volto»... Mas, não deixa de ser uma sensação agridoce de perda e regozijo...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sem ti...



Queria-te dizer...

Que sem ti não há lua...

Nem as árvores crescem...

Nem os dias amanhecem...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sem mim...

Há dias que sim.
Há dias que não.
Há dias que nem são dias...

E não seria tudo uma grande monotonia se fosse sempre como idealizamos a vida?

Mas, também cansa nunca nada ser fácil...

Às vezes sinto que cheguei ao fim do trilho.
Ao fim do caminho.
Cruzo os braços.
Limito-me a existir.
Muito mais fácil.
Muito menos vida...

De repente renasce a esperança.
Num sorriso.
Num gesto de Amor.
Num sussuro de «amo-te»
Num «és o meu amor Mamã».
Ganho forças, parece que cresco.

Mas, ultimamente ando encolhida.
Sempre à espera da próxima «cacetada».
A tentar proteger-me.
Protecção que nunca chega pois
Cada vez dói mais fundo e cada vez mais
Demora a parar de sangrar.
Encolho-me nos bons, óptimos momentos,
Mas querendo acreditar neles,
e rezando para que os más... Não venham.

Mas vêm. Invariavelmente vêm sempre.
Como uma força da Natureza vêm arrastam tudo consigo.
Espero que não me arrastem a mim.
Encontrei a minha âncora, o meu porto de abrigo.
Já não quero mais aventuras em mar alto.
Quero ficar pela minha praia e saber com o que contar...

Saber que não estou sozinha
Mesmo com o meu mau feitio todo.
Imaginar quem sabe,
Realizar velhos sonhos arrumados no fundo da memória...

Não sei. As encruzilhadas por vezes aparentam ter igual caminho, mas o destino final é sempre diferente...

Gostaria de ter mais sabedoria. Mais coragem. Mais...

Só quero o bem... E o bem por vezes tem de ser conquistado...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O que faz falta




ZECA AFONSO

Quando a corja topa da janela
O que faz falta
Quando o pão que comes sabe a merda
O que faz falta

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta

Quando nunca a noite foi dormida
O que faz falta
Quando a raiva nunca foi vencida
O que faz falta

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é acordar a malta
O que faz falta

Quando nunca a infância teve infância
O que faz falta
Quando sabes que vai haver dança
O que faz falta

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta

Quando um cão te morde a canela
O que faz falta
Quando a esquina há sempre uma cabeça
O que faz falta

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta

Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta
Quando dizem que isto é tudo treta
O que faz falta

O que faz falta é agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta é libertar a malta
O que faz falta


Por vezes... Ando tão ocupada a animar a malta que me esqueço de mim, de me animar a mim, de torcer por mim... Apesar de esta ser uma música que diz muito mais do que o que se lê à primeira vista... Apesar de já não vivermos em período fascista... (apesar de achar que para lá caminhamos, ou melhor corremos, desenfreadamente:P) Também diz muito de todos nós...

Vamos lá malta, como diz a Carolina :)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ensinamentos...


A vida ensinou me...

A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;

Sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrar-lhes que sou diferente do que elas pensam;

Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,mesmo correndo o risco de me enganar a mim própria, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;

Calar-me para ouvir; aprender com meus erros. Afinal eu posso ser sempre melhor.

A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.

A ser forte quando os que amo estão com problemas;

Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;

Ouvir a todos que só precisam desabafar;

Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;

Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;

Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;

A alegrar a quem precisa;

A pedir perdão;

A sonhar acordado;

A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);

A aproveitar cada instante de felicidade;

A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;

A vida ensinou-me a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;

A ver o encanto do pôr-do-sol;

A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;

A abrir minhas janelas para o amor;

A não temer o futuro;

Ensinou-me, e está a ensinar-me a aproveitar o presente, como uma prenda que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, dando-lhe a forma que eu escolher.